País Invitado: BRASIL








O Instituto Moreira Salles e a Fotografia
Fundado em 1990 pelo embaixador e banqueiro Walther Moreira Salles (1912-2001), o Instituto Moreira Salles é uma entidade civil sem fins lucrativos que tem por finalidade a promoção e o desenvolvimento de programas culturais. Cinco são as suas principais áreas de atuação: fotografia, literatura, cinema, artes plásticas e música brasileira.
O IMS possui 4 centros culturais e 4 galerias de arte em diferentes cidades: São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Poços de Caldas, Curitiba e Porto Alegre. Além disso, coordena as atividades da rede nacional de salas de cinema Espaços Unibanco de Cinema e Unibanco Arteplex. Esse conjunto constitui o maior complexo privado dedicado exclusivamente à cultura e às artes no Brasil.
O Acervo Fotográfico do Instituto foi formado a partir de 1995, com a aquisição da Coleção Mestres da Fotografia Brasileira do Século XIX, seguida da aquisição, no mesmo ano, de 44 negativos de autoria de Claude Lévi-Strauss, todos eles com imagens da cidade de São Paulo registradas pelo antropólogo entre 1935 e 1937, quando ali residiu para lecionar na Universidade de São Paulo.
Com a aquisição da Coleção Gilberto Ferrez e outras significativas do século XIX, o Instituto Moreira Salles se tornou detentor do mais importante acervo sobre este período no Brasil, a maior parte dedicada ao Rio de Janeiro, então a capital do Império, com destaque para nomes como Marc Ferrez, Georges Leuzinger, Augusto Stahl, Revert Henry Klumb e Albert Frisch, entre muitos outros.
Também formou o melhor conjunto relativo à fotografia nacional da primeira metade do século XX, além de manter acervos de nomes contemporâneos importantes. Incluem-se, aí, fotógrafos como Marcel Gautherot, Hildegard Rosenthal, Alice Brill, Carlos Moskovics, Henri Ballot, José Medeiros, Madalena Schwartz, Cássio Vasconcellos, Hans Günter Flieg e Maureen Bisilliat.
Os principais temas do acervo são: as transformações da paisagem urbana brasileira ao longo dos séculos XIX e XX; a arquitetura colonial e moderna do Brasil; o retrato na fotografia brasileira do século XIX e XX; a cultura e as festas populares nas diversas regiões do país --em registros que cobrem, especialmente, o período compreendido entre as décadas de 1940 e 1970--; a urbanização e o desenvolvimento industrial decorrentes dos investimentos em energia elétrica realizados no inicio do século XX; o mundo do trabalho, urbano e rural; a paisagem natural em várias regiões do país.
O material, que soma mais de 450.000 imagens, está reunido na Reserva Técnica Fotográfica do Instituto, construída no mesmo terreno do seu centro cultural no Rio de Janeiro. Com cerca de 600 metros quadrados de área distribuídos em três pavimentos, trata-se do maior edifício do gênero no Brasil voltado à recepção, restauração, guarda e divulgação de acervos fotográficos. É também o mais atualizado tecnologicamente, segundo padrões internacionais. Aliada à preservação física, a disponibilização na internet (www.ims.com.br) dá a pesquisadores e interessados acesso a uma seleção de imagens abrangente e representativa das coleções.
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